Um peixe misterioso foi avistado no
arquipélago espanhol das Ilhas Canárias. O Melanocetus johnsonii, uma espécie
rara, chamou a atenção dos especialistas ao ser filmado por fotógrafos e
biólogos na região de Tenerife. O mais intrigante foi o seu movimento incomum,
nadando verticalmente em direção à superfície.
Encontrar esse animal é algo
extremamente raro, até mesmo para especialistas. De acordo com a ONG Condrik
Tenerife, que se dedica à pesquisa, conservação e divulgação de tubarões e
raias na região, essa pode ter sido a primeira vez que um diabo negro adulto
foi registrado “em plena luz do dia e na superfície”. Até então, os registros
conhecidos se limitavam a larvas, exemplares adultos mortos ou indivíduos vivos
captados por submarinos.
Uma das coisas que mais despertou curiosidade e debate foi o motivo de o peixe estar em águas tão rasas. Segundo a ONG Condrik Tenerife, ainda não se sabe ao certo por que ele apareceu tão perto da superfície. Pode ser que estivesse gravemente doente, tenha sido arrastado por uma corrente ascendente ou até mesmo estivesse fugindo de um predador. De acordo com o jornal espanhol Tenerife Weekly, a hipótese mais provável é que o peixe estivesse ferido e em "mau estado", morrendo poucas horas depois do avistamento.
Curiosidades sobre o peixe diabo negro.
Segundo a ONG, o animal é um "verdadeiro predador das
profundezas". O "diabo negro" vive entre 200 e 2.000 metros de
profundidade. Ele é amplamente distribuído nos mares tropicais e subtropicais.
Os especialistas da Condrik Tenerife explicam que o gênero Melanocetus significa
"monstro marinho negro".
Nessa espécie, o macho não consegue sobreviver sozinho e depende da fêmea. De acordo com os especialistas do Projeto Bióicos, enquanto as fêmeas podem chegar a 20 centímetros, os machos não passam de 3. "O sistema digestivo do macho se degenera à medida que ele amadurece, e a única maneira de sobreviver é ‘parasitar’ uma fêmea – caso contrário, ele morreria de fome. Quando ele morde a pele da fêmea, ocorre uma reação química que conecta seus sistemas circulatórios, transformando-os em um só. Isso garante que o macho receba nutrição e que a fêmea tenha sempre um parceiro disponível para a fecundação", explica o portal do projeto.

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